sábado, 11 de abril de 2015

28/03/2015 Equidade de gênero e raça: uma contribuição para a efetivação do Sistema Único de Saúde



O Grupo de Mulheres Negras Dandara no Cerrado convida para Oficina – 
Equidade de gênero e raça: uma contribuição para a efetivação do Sistema Único de Saúde. 
Responsáveis: Ariandeny Furtado: nutricionista, ONG Dandara, Comitê Municipal/Estadual de Saúde da População Negra;
Clécia Sant’Ana: atriz, produtora cultural, pesquisadora em performances e artes cênicas;
Fátima Reis: assistente social CREAS/Trindade, Associação Saúde Criança Goiânia. 
Dia 28 de março de 2015 (sábado)Local - sede Dandara No Cerrado,
Endereço -Rua C176 número 717 Quadra 424 Lote 21 Jd. América. 
Horário – 8 horas às 12 horas. 
  
O Candomblé – religiosidade de matriz africana que cuida do Orí (cabeça)
Saúde e dimensão biopsicosocial – onde existe o todo – integralidade.
Eu e a saúde
Eu e o sistema
Saúde nas tramas da trajetória, da ideologia, da cultura e da espiritualidade.
O corpo que fala – somatiza/divide/diminui/multiplica


Vejo o Candomblé como a religião da essência -  dos elementos. Que alimenta a cabeça. Que lava e cura com água e ungüentos. É líquido. É solido. É a alquimia do ajeum. É o preparo do banquete das deusas e deuses. Esses deuses comem. Esses deuses dançam. A terra é o elemento de onde viemos, e para onde voltaremos. Filosofia e ensinamento. O humano é um composto químico – líquido e sólido.
Nos domínios da saúde física e mental. É prosperidade. Amor. Fecundidade. Paixão. Cura. Proteção.

 
É terra - argila/barro/areia/pedra/rocha/montanhas.
É água – doce/salgada/salobra/amassi/abô.
É fogo – madeira/cinzas/chamas/raios/trovões/vulcão.
É ar – brisa/vento/ventania/tornado/tufão/tempestade.
Nesta oficina experienciamos cheiros, toques, sentidos. Palavreamos, ouvimos, e partilhamos histórias de resistência, e de superação.


Contemplamos o mito da Orixá Nanã, a divindade da origem e da lama primordial da criação do mundo, e do homem. É aquela que é nascimento, vida e morte.
Montamos uma mesa no chão, onde colocamos objetos e elementos da natureza, como pedras, búzios, chitão, bacia de barro com água e flores de jasmim – simbolizando a orixá Oxum, essa água que fecunda e dá substância para a germinação de sementes e o brotamento de olhos d’água. Argila, pilão, incenso...


Escrevemos em pequenos papéis, palavras, versos e desejos aos quais gostaríamos que fizessem parte da conduta de um ser que criaríamos. Pedimos para as colaboradoras vendarem os olhos e sentirem-se como Nanã durante a criação do humano. Entregamos argila que deveria se transformar em algo substancial.
Ainda sob a perspectiva da “transformação” realizou-se uma roda de conversa sobre os condicionantes e/ou determinantes do processo saúde-doença-cuidado e sua interseccção com o “cuidado no terreiro de candomblé” e demais signos e significados envoltos da nossa negra raça. O que possibilitou problematizar em conjunto, os paradigmas (inter) relacionados com as iniqüidades raciais, o racismo institucional, os preconceitos, a discriminação e seu reflexo na não efetivação do Direito Humano a Saúde.



Findou-se com vivências pessoais e coletivas, enfatizando o desafio contínuo de tod@ assumirem sua co-responsabilidade na promoção da igualdade de direitos e equidade racial na efetivação do SUS. Por meio do Controle Social a sociedade organizada tem a sua participação democrática. Como principio fundamental para a efetivação dos direitos sociais.
Clécia Sant’Ana - Ariandeny Furtado – Fátima Reis.  

          


"(...) na construção do ser humano, porque somos o bio-psico-social..."

Potencializando a Marcha das Mulheres Negras 2015 \o/ 

"(...) Somos o reflexo do que nos alimentamos..." 

"(...) alimentos, alimentação e seus signos e significados..."

"Afrocentrismo em prol da promoção da saúde..."

Cumplicidade

Trocas...

Contemplando o vídeo "O cuidado no Terreiro."

Vivências

"(...) porque juntas somos mais fortes."

Enegrecer 

novas experiências...

Afabilidade!!!

Amor!!!

(...) porque experienciar é preciso...

(...) o que dou eu recebo...

Reflexão...

Gratidão!!!


Dandaras com o vídeo desenvolvido pelo Comitê Técnico de Saúde da População Negra, do Estado de Goiás, pelo combate a discriminação, preconceitos, racismo institucional.

Poetisa nos brindando com seu olhar...

"(...) ancestralidade, religiosidade, identidade, pertencimento, cultura, trajetória..." 

Diálogo, trocas, saberes...

(...) vivenciando a natureza... e os significados envoltos da negra raça..."

"(...) alimentando meu corpo..."

Satisfação!!!

... (des)construindo...

      "(re)significando"
















sexta-feira, 10 de abril de 2015

16-03-2015 Dandara no Cerrado e reuniões de Trabalho

Visita  da Tainá Silva Azedo, Gabriella Siarneck, Janaina de Oliveira e Bruno Baldino Alunos do Curso de Comunicação da UFG 

A visita teve como objetivo conhecer o grupo e seu trabalho com o Coletivo das Mulheres da Comurg. Nossa coordenadora de Relações Públicas Fábia Cristiani Marçal Albino acolheu os alunos e alunas falando da vida, missão do grupo bem como a atuação no Coletivo.


Foi uma tarde muito gostosa com bastante conversas e troca de saberes.

Com o computador eles puderam conhecer um pouco os trabalhos.
Foram muitos sorrisos!!!
Anita Canavarro esta no computador trabalhando em prol do Bazar da Sustentabilidade no dia 09 de maio de 2015.
Dá uma parada para pensar e conversar, fotografar, deixar registrado esse momento de trabalho e doação na ONG.

Esses momentos que enriquecem a vida da Dandara no Cerrado.
É muito bom ter um poco da vida da ONG no seus dia a dia.
Estiveram presente também em reunião a Lucilia Alcântara, Maria Odilia Rogado Silva, Vera Lucia dos Santos Lima para discutir o projeto de Economia Solidária e falar do projeto da Rede para que a Dandara no Cerrado seja a responsável pelo projeto que será coletivo com toda as pessoas da Economia Solidária.

Aqui já estão indo embora e resolvemos registrar este momento.
Assim foi o dia todo cheio de reuniões.

14/03/2015 Redes e Tramas: feminismos pelo fim da violência contra as mulheres.



Dandaras presente no curso: Ariandeny Furtado


Fábia Cristiani e Maria Luzinete
Letícia Teixeira

Abertura e apresentação.


O curso tem como objetivo oferecer formação feminista a mulheres de diferentes idades, com foco em construção de campanhas e estratégias pelo fim da violência. 

O curso é de Extensão EAD semi-presencial. Duração de 3 meses - de 14/03 a 14/06/15. 
transasdocorpo.org.br

Dandara em busca de aprendizado e compartilhar vivências.

Material entregue pelo curso: bloco de anotações.