quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Caravana Minas do Rosário em Niquelândia - GO 18-04-2012



CARAVANA MINAS DO ROSÁRIO- MITOS DO BRASIL CENTRAL

Local: Escola Municipal no quebra Linha - Niquelândia   
dATA: 18 de abril de 2012
EVENTO: Roda de conversa com foco na Caravana Minas do Rosário
Objetivos:
·         Aprofundar debates e reflexões sobre os direitos humanos e a discriminação étnico-racial e de gênero, Lei Maria da Penha, Lei 10.639/2003 e o Estatuto da Igualdade Racial;
·         Articular a Rede de Entidades Negras e Quilombolas do Estado de Goiás;
·         Escuta dos Griôs da Comunidade.
Beneficiários/as do Evento:
Comunidade Quilombola, alunos, professores/as e suas lideranças, sobretudo aquelas que atuam com a população negra e mulheres no Município de Niquelândia - GO
 Ana Jose e Adriana Caetano ajudam os alunos/as a preencher as fichas e vão distribuindo os materiais educativos no inicio do evento.



 Iniciamos com uma dinâmica de apresentação e em seguida fizemos a palestra sobre os temas a serem debatidos. Foi muita riqueza e informação levada e trazida pelo Grupo Dandara no Cerrado e o Fórum Nacional de Mulheres Negras.



 Usamos dinâmica de trabalho em grupo, pois os alunos eram todos adolescentes e todos/as professoras/ES e diretor estavam participando do evento. Falamos do processo dos dois projetos desenvolvidos nesta região e informamos sobre o encontro estadual que iria acontecer em maio.



 Dividimos o pessoal em grupos formados pelas cores afro para misturar bem os alunos e cada professor acompanhou o grupo, pois para muitos o tema era desconhecido. A forma de apresentação do conteúdo seria a partir da criatividade do grupo.



 O Grupo da Lei 10.639/2003 - Ensino das relações Étnico-raciais – História Afro brasileira e Africana. A dinâmica constou de leitura em grupo sobre o texto da apresentação da página 7 do documento sobre Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileiras e Africana, Brasília, outubro de 2004 (SEPPIR E MEC) para entender o processo do Ensino para a Comunidade negra no Brasil Colônia, Império e República. Vendo o processo de conquistas, avanços e desafios. Apresentaram em forma de teatro mostrando como se dá o processo de discriminação nas salas de aulas, na escola e na sociedade e o que precisamos fazer, pois racismo é crime. O trabalho do grupo ficou muito bem elaborado, pois havia uma professora (Dilamar Nunes) quilombola que já vem acompanhando há bastante tempo todas as ações afirmativas na área das comunidades quilombolas e na educação. Viram que precisamos avançar nos direitos humanos destas comunidades.



 Grupo da Lei Maria da Penha – Lei 11.340/2006 – Este grupo trabalhou a partir da leitura e do contato com a Cartilha da Lei Maria eles conseguiram ligar a vida das famílias e algumas coisas que estão na Lei e viram que toda forma de discriminação contra as mulheres, especialmente com as mulheres negras tem lei para poder defendê-las. Mas é preciso conhecimento e políticas públicas para que elas sejam bem atendidas e tenham coragem de denunciar. Mostraram a apresentação do grupo em forma de teatro e musica cartazes o resultado do trabalho em grupo.



 O Grupo que  trabalhou a história dos quilombos partiram da leitura do Livreto do Parque Memorial dos Palmares, alagoas- Brasil. Muitos olharam as gravuras da vida em um quilombo, costumes, casas, a divisão do Memorial tentando entender cada espaço e a beleza que é este lugar.  A apresentação eles tentaram reproduzir o espaço partindo de um pano grande e eles todos em volta falando sobre o que descobriram e achavam de uma comunidade quilombola. Outros desenharam, pois não queria falar, mas quando viu os colegas falando também quiseram falar do seu desenho e do que aprendeu neste encontro.



 Foi um grupo bem demorado, pois tinha tanta coisa para falar sobre tudo que havia visto que foi preciso sentar no chão para agüentar a apresentação.



 O Grupo que trabalhou o material educativo “as mulheres e as cidades”  ficaram bem perplexo com a leitura dos 4 textos. Primeiro eles dividiram o grupo em 4 subgrupo e depois juntaram para preparar a apresentação final, mas todos queriam a história que o outro grupo havia lido e debate foi longo no grupo e muita riqueza para a apresentação no plenário do grupão, foi o último a apresentar para debater com todos.



 Abrimos espaços para que todos do grupo pudesse falar sobre as apresentações que acabaram de ver e foi muito importante a facilidade de entendimento destes alunos e o interesse dos/as professoras/ES.



 Ao terminara apresentação dos grupos Marta Cezaria de Oliveira, Ana Jose Alves e Dilamar Nunes, falamos um pouco da importância destas formações, pois em pouco tempo vivemos um processo de muita informação e riqueza de conteúdo para os professores/as e os alunos.








 Na roda dos sonhos saímos em caminhada no pátio da escola fazendo um grande caracol e mostrando que a unidade é difícil, mas é preciso ir construindo-a e depois desmanchamos o caracol para poder ver o alivio que vem quando as coisas dão certas.






 Sala de aula e o Ensino da Lei 10.639 - Ensino das Relações Étnico- raciais na escola e a história Afro Brasileira e Africana na Educação.
 A dramatização de casos de racismos na escola foi muito legal, mas o melhor foi as saídas encontradas pelo grupo de trabalho

 Desde a situação da violência vivenciada nas famílias, violência racial vivenciada em vários espaços, mas também as Leis que já existem para nos proteger. Precisa de conhecimento sobre direitos.
 A Lei Maria da Penha teve muito para partilhar, encenar e cantar
 O grupo teve muita clareza sobre a questão aprofundada e fez questão dar bastante contribuição na questão em pauta



 Com frases e cartazes o grupo encerrou sua apresentação falando dos direitos humanos e a moradia para poder ter mais vida e dignidade, especialmente o povo negro.
 o chão foi o limete para a partilha que seria lida , mas cada aluno quis falar do que aprendeu e entendeu na caminhada e luta do Quilombo dos Palmares e no dia de hoje dels nestas comunidades aqui.


 a roda do Quilombol de Palmares marcou o final das apresentações com muita partilha e experiências e descobertas pelos/as alunos/as.

 Jovens e professores tarabalharam bastante e puderam ensinar e aprender através das dinâmicas em grupos.
 a Plateia, ouve me silêncio cada apresentação, pois teve teatro, música, cenas mudas e com falas e muitas formas de criatividade em cada grupo que apresentou o seu tema.
 Cada grupo com sua criatividade
 O debate foi muito bom quase que ninguèm queria ir almoçar,

 Então convidamos cada líder do grupo para trazer de volta as cores e fazermos uma grande roda onde todas e todos dá sua colaboração para a construção de tudo que ouvimos, pois se ficar só no papel nada vai mudar – é preciso lutar, caminhar, ir em busca, não ter medo e continuar sonhando com o mundo que queremos viver.
 As cores aqui reforça a luta pelo enfrentamento do racismo e sexismo

 Em roda professoas/es, alunas/os e a comunidade partilham suas experiências

 Aqui temos os materiais que nos ajudam a aprofundar a luta pela CASA, espaço que é seu, não importa se tem teto ou não, mas este espaço é a conquista da liberdade!

 Os Materiais sobre esse plano que ajuda a orientar como trabalhar a  Educação para as relações étnicos raciais nas escolas e comunidades quilombolas
 Não podemos perder o foco do que sonhamos, temos que ir a luta e buscar sempre

Roda de Conversa sobre o Dia Internacional de Combate a Exploração Sexual e Tráfico de Mulheres e Crianças


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Formatura da Deuzilia Pereira da Cruz

 A alegria do Grupo Dandara no Cerrado pela conquista da Companheira Deuzilia que deu seus primeiros passos na Universidade em 2007 na Faculdade Padrão curso de Direito. Quilombola que veio da Comunidade venceu os desafios e hoje formada em Direito, tentando passar na OAB para dar continuidade em seus sonhos.
 Parabéns Deuzilia,voce´mais uma mulher negra que venceu as barreiras do preconceito racial e de gênero e hoje é orgulho para o nosso grupo e também para as familias quilombolas Kalunga.
 Sonho que vira realidade quando as pessoas encontram ajuda e portas abertas para o trabalho e estudo
 A familia reuniu e os amigos e amigas para celebrar este momento de vitoria.
 Vera lucia e Leticia Teixeira saibe desta importnância neste momento da vida da comunidade quilombola
 Marta Cezaria se alegra, pois foi uma vitória com choros e dificuldades, mas valeu Zumbi, Valeu Dandara!