Aconteceu no dia 27 de abril de 2018 na parte da manhã o evento do Projeto Investiga Menina com as cientistas negras Sonia Guimara~es e Vera Lucia Klein, juntamente com a Cientista do LPEQI UFG Anita Canavarro Benite coordenadora do Projeto pela ONG Grupo de Mulheres Negras Dandara no Cerrado e e Rita de Cassia Araujo no Colégio Estadual Solon Amaral, Conjunto Vera Cruz II com a presença do Diretor da Escola Ludwaler Rodrigues Silva e todas as professoras/es, alunas/os os quais receberam muito bem as Cientistas.
Sônia decidiu pela Física em 1976, quando saiu da escola pública para a
concorrida Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A sala era composta por
50 alunos, onde apenas cinco eram mulheres. Ela deixou a casa dos pais,
tapeceiro e comerciante, para estudar fora aos 19 anos. “Eles tinham orgulho,
era a primeira mulher da minha família a ir para a faculdade”, conta.
Escolheu a carreira acadêmica e partiu da graduação para o mestrado e
doutorado - o último feito na Inglaterra. E, como se isso já não fosse grande
para a menina que deixou a casa dos pais, entrou para o ITA em 1993 como um
marco.
Era a primeira negra da instituição, que tinha um número pequeno de
docentes mulheres. Sônia conta que sempre defendeu a presença feminina nas
exatas e que era um contraste ser professora no ITA, que passou a aceitar
mulheres como alunas apenas três anos após sua entrada.
Mais de vinte anos depois, o número de mulheres é ainda restrito – entre
os 110 aprovados em 2018, apenas sete eram meninas. Nos últimos cinco anos, o
ITA recebeu 700 alunos e desses apenas 60 eram mulheres, segundo os dados do
próprio instituto.
“É uma instituição conservadora, masculina e branca. Mas aos poucos
estamos ganhando espaço. Isso tudo era restrito e anos de exclusão são
revertidos aos poucos".
Dra. Vera Lúcia Klein - Possui doutorado em Ciências Biológicas (Botânica) pela Universidade de São Paulo (2000), mestrado em Ciências Biológicas (Botânica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1990) e graduação em Biologia pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da Fundação Técnica Educacional Souza Marques (1976).
Atualmente é professora associada IV da
Universidade Federal de Goiás, onde orienta diversos estudantes (graduação e
pós-graduação) e ministra disciplinas para os cursos de graduação em Biologia,
Zootecnia, Ecologia, Farmácia e Agronomia (Morfologia e Taxonomia Vegetal). Tem
experiência na área de Botânica, com ênfase em Florística, Sistemática e
Taxonomia de Fanerógamos, atuando principalmente nos seguintes temas:
Cucurbitaceae, Cayaponia, Biodiversidade, Flora dos Estados de Goiás e
Tocantins.
Foi coordenadora do XXIII Curso de
Editoração Científica organizado pelas Associação Brasileira de Editores
Científicos - ABEC, Universidade Federal de Goiás, Universidade Estadual de
Goiás e Pontifícia Universidade Católica de Goiás, realizado em Junho de 2015.
É diretora da Unidade de Conservação da
UFG, que compreende o Herbário UFG, Bosque August Saint Hilaire e Reserva
Biológica Prof. José Ângelo Rizzo ? Serra Dourada, editora associada da revista
científica do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de
Goiás, Revista de Biologia Neotropical e coordenadora da família Cucurbitaceae
Juss., nos projetos: Lista de Espécies da Flora do Brasil e Flora do Brasil
2020. No momento é, ainda, membro titular do Conselho Superior da Sociedade
Botânica do Brasil e membro titular do Conselho Deliberativo da Associação
Brasileira de Editores Científicos, ABEC. É membro do comitê organizador do XX
International Botanical Congress, XX IBC 2023.
Morgana uma das alunas e alunos do LPEQI/UFG e Coletivo CIATA dando suporte as nossas cientistas durante sua palestra na Escola.
Doutora Vera Lúcia Klein atualmente é professora associada IV da Universidade Federal de Goiás, onde orienta diversos projetos.
Grupo de Bolsistas Gustavo, Regina Vargas, Fernanda, Geisa , Rita de Cassia Araujo (Dandara no Cerrado)....e Morgana Bastos atuantes nas ações do Investiga Menina.
Mulheres na pesquisa
Os números do instituto acompanham um cenário nacional. A presença
feminina em cursos que envolvem tecnologia e exatas é baixo e o índice de
mulheres empenhadas na geração de conhecimento com pesquisas acadêmicas ainda
mais tímido.
De acordo com os dados do Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e Tecnológico (CNPq), até 2015 eram apenas 12 mil mulheres
envolvidas com pesquisa em tecnologia, exatas e engenharias. O número de homens
atuando nessa área é de 22,4 mil.
“Eu sabia que minhas escolhas eram difíceis para as outras pessoas, mas
não para mim. Sabia que seria a derradeira entre tantos diferentes de mim”,
explica.
"O conservadorismo pode até desacelerar esse processo, mas hoje já não é mais capaz de nos parar”, disse. Sônia Guimarães
A Escola estava muito linda e acolhedora.
Alunos muitos atentos a tudo que acontecia na fala da palestrantes.
Muita alegria neste encontro e emoções.
Docente começou a lecionar no
ITA quando as mulheres ainda não eram aceitas no vestibular da instituição
militar mais tradicional do país.
Anita Canavarro Benite e rita de Cassia Araujo duas mulheres Dandara muito guerreira. com todos os desafios elas estão sempre atuando e dando sua contribuição no processo de construção da luta de gênero, raça na educação. Hoje enfrentando a luta por mais mulheres negras nas Ciências Exatas com apoio da Fundo ELAS, Unibanco, Fundação Carlos Chagas e ONU Mulheres na luta por Elas nas Exatas com Equidade de Gênero..
Não podia deixar de registrar este grupo que tem muito compromisso com as ações do Projeto Investiga Menina! Cientistas, Professores, Diretor, Bolsistas, LPEQI/UFG e o Grupo de Mulheres Dandara no Cerrado. A Ciência acontece quando pessoas é capaz de disseminar saberes e sabores desta caminhada.
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