quarta-feira, 21 de julho de 2021


 MULHERES NEGRAS, AUTOCUIDADO E PANDEMIA 


Julho das Pretas | Essa roda de vivências será realizada no dia 22/07 (quinta-feira), às 19h, com transmissão via Facebook Dandara no Cerrado. A atividade terá lista de presença e certificado.


Olha só quem estará conosco nessa vivência:

Janira Sodré - Núcleo de Estudos em Gênero, Raça e Africanidades/NEGRA

Lucely Pio - Mestra em saberes tradicionais/Articulação Pacari

Denise Caroline - Professora da rede do Estado de Educação de Minas Gerais

Andrielly Carneiro - Gira Leodegária de Jesus

Com mediação de Thais Oliveira - Coordenação do Núcleo de Igualdade racial GO/AMB 


Compartilhe e chame todo mundo pra essa roda!

A transmissão será nesse link: https://www.facebook.com/assessoriadandara

domingo, 9 de maio de 2021

Dia das Mães com algumas Dandara no Cerrado abraçando todas as mães presentes e Estelas que nos guiam....



Hoje é um dia de lembrar mulheres que dedicam sua vida para gerar mais vida. Uma dessas mulheres são nossas mães. Em nome de todas mães que caminha com a Dandara no Cerrado e as que caminharam o nosso abraço e o desejo de muita luz e esperança diante de tantas dores e luto por causa da Pandemia da COVID 19 em nossas famílias, amigos e no trabalho. Aqui deixamos registrado algumas de nossas lindas experiências na caminhada.


 E para nos ajudar na Caminhada do dia a dia lemos Conceição Evaristo. 



Vozes-Mulheres  

                                                                                                  Conceição Evaristo

A voz de minha bisavó
ecoou criança
nos porões do navio.
ecoou lamentos
de uma infância perdida.

A voz de minha avó
ecoou obediência
aos brancos-donos de tudo.

A voz de minha mãe
ecoou baixinho revolta
no fundo das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos
pelo caminho empoeirado
rumo à favela

A minha voz ainda
ecoa versos perplexos
com rimas de sangue
        e
        fome.

 

A voz de minha filha
recolhe todas as nossas vozes
recolhe em si
as vozes mudas caladas
engasgadas nas gargantas.

A voz de minha filha
recolhe em si
a fala e o ato.
O ontem – o hoje – o agora.
Na voz de minha filha
se fará ouvir a ressonância
O eco da vida-liberdade.
    (Poemas de recordação e outros movimentos, p. 10-11).


Conheça um pouco desta caminhada