sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Convite para nosso Encontro em 2021 -Dandara no Cerrado na WEB



 

Convite

Encontro sobre a formação da Farmácia Popular Doméstica e Auto Cuidado

O contexto da pandemia cerca de incertezas o mundo do trabalho e a própria vida social, com um quadro sanitário urgente que antecipa a recessão econômica impactando em organizações e indivíduos. Nós as Mulheres Negras Dandara no Cerrado e o Laboratório de Pesquisas em Educação Química e Inclusão LPEQI compreendemos que nunca foi tão necessário nos instruir e fortalecer.

Assim convidamos a todas para iniciarmos uma série de oficina de práticas científicas para a confecção de farmácia popular doméstica utilizando o conhecimento de pesquisas de cientistas negras contemporâneas e os saberes tradicionais da farmacopeia popular do Cerrado...compostas por treinamento de processos de extração de óleos essenciais e princípios ativos com materiais alternativos e de baixo custo.

A modalidade dos nossos encontros será online sempre nos sábados das 9h às 11h, de (15) quinze em (15) quinze dias. O Calendário será iniciado em fevereiro de 2021 na plataforma Google Meet que já é conhecida pela maioria.

Data: 20/02/2021(sábado)

Horário: 9h às 11h

Local: Google Meet (Envio o Link amanhã 30 minutos antes da reunião).

Apresentaremos o resultado do questionário que várias de vocês responderam. Conto com sua participação neste lindo projeto com mulheres negras iniciando nossos em 2021 com ações da Dandara no Cerrado acreditando na possibilidade de cada uma na construção coletiva.

Nossos contatos: mdandaranegras21@gmail.com

  

Atenciosamente,

Marta Cezaria de Oliveira

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Nota de Falecimento, mais uma Dandara no Cerrado que partiu hoje



A Elvira Teodoro de Jesus  uma das fundadoras da ONG Grupo de Mulheres Negras Dandara no Cerrado, 1ª integrante do Conselho Fiscal, mulher negra Guerreira que dedicou sua vida toda servindo. Na ONG estava sempre disponível para assumir a cozinha nos almoços, jantares e feijoadas para a manutenção da ONG Dandara no Cerrado. Integrante do Coletivo de Mulheres da Comurg. Vitima da COVID 19, mulher diabética que sabia muito bem cuidar da sua saúde. Mas essa pandemia é cruel, quem sobrevive a COVID com complicações é muito difícil. Ela venceu a COVID, mas suas consequências a trouxe de volta para o hospital e um AVC tirou-a de nós nesta manhã. Mas uma dor para a Dandaras, amigas e seus familiares tentar sobreviver. Temos certeza de sua missão e dedicação a ONG, o trabalho, amigas/os e familiares.  Por amiga que você possa estar nos iluminando de onde você estiver.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Financiamento Coletivo




 

Campanha de doações para a ONG Dandara no Cerrado


 Salve a ONG Dandara no Cerrado

R$ 35,00 Arrecadados
Meta de R$10.000,00

 
2
Participantes
 
 
92 dias
Até acabar o prazo
 
 
0
Comentário
 
 
Ana Clara Gomes
Organizador

Olá!

Somos o Grupo de Mulheres Negras Dandara no Cerrado, uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, sediada na cidade de Goiânia, estado de Goiás, que tem como objetivo desenvolver ações pela equidade racial e pela igualdade de gênero. Lutamos pelo exercício pleno da cidadania e dos direitos das mulheres, sobretudo das mulheres negras, vulnerabilizadas pelos efeitos do racismo estrutural e da hierarquização patriarcal. Desde 2002, nosso grupo promove propostas de afirmação para a cidadania, a partir de uma perspectiva feminista, criando ações educativas sobre gênero, raça, empreendedorismo étnico e cultural, geração de trabalho e renda, moradia e saúde reprodutiva. 

Buscamos intervir de forma direta nas políticas públicas para mulheres e adolescentes negras, atuando na garantia do respeito à diversidade e à identidade cultural, racial e étnica como forma de superar as iniquidades raciais e de gênero, responsáveis pela marginalização cultural, econômica e social das mulheres negras. Nossa ONG é reconhecida como órgão de Utilidade Pública pela Assembleia Legislativa de Goiás, pela Lei n.º 17.127, de 20 de agosto de 2010.

O cenário da pandemia do Covid-19, junto à conjuntura de ascensão do poder de grupos de extrema direita agindo pela destituição de direitos sociais, paralisou as atividades da nossa ONG. À deriva da falta de renda, do desemprego e da perda de direitos, a população negra teve que se virar em trabalhos informais para se manter, sendo o grupo mais exposto ao vírus Sars-CoV-2. Várias Dandaras e seus familiares contraíram a doença. Já perdemos muita gente querida e continuamos sofrendo com perdas afetivas e materiais nessa pandemia. A crise sanitária e política afetou diretamente o funcionamento da nossa ONG e nossa potencialidade de acolher mais e mais mulheres negras.

Com nossos projetos parados, a organização está endividada, sem condição de arcar com os gastos administrativos acumulados, o que inclui o aluguel da nossa sede e contas de manutenção da organização. Somando quase um ano de contas não pagas, corremos o risco de perder nosso espaço físico, localizado no Setor Jardim América, em Goiânia. 

Esse financiamento coletivo é mais uma luta para nós, um levante, um respiro. Conseguir manter nosso espaço é nossa forma de salvarmos vidas. Nos ajude a reavivar a ONG Grupo de Mulheres Negras Dandara no Cerrado. Contamos com vocês para que, coletivamente, recuperemos nosso poder de ação, na luta por direitos que são nossos!

2 Participantes

Faça a sua doação e assim que o seu pagamento for compensado apareça aqui!

sábado, 25 de julho de 2020

Dia da Mulher Negra da America Latina e Caribe-Grupo de Mulheres Negras Dandara no Cerrado

Hoje 25 de Julho o Grupo de Mulheres Negras Dandara no Cerrado reafirma o compromisso com a continuidade da luta e vida das mulheres negras e para marcar esse dia teremos um encontro virtual no Google meet às 9h para nos encontrarmos e muita destas companheiras que estão nas fotos não poderemos encontrar, mas aqui dedicamos a cada uma muita saúde e paz neste tempo de pandemia do COVID 19 e que tenham força e resistência para continuar a caminhada.
Somos fortes!!!Somos Resistência!!!A todas um grande Axé!!!


25 de julho - Dia da Mulher Latina Americana e Caribenha

 Dia de Tereza de Benguela

Marta Cezaria de Oliveira

 

A data de 25 de julho de 1992 surgiu durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-Americanas e Afro-caribenhas, realizado na República Dominicana. Quando as mulheres ali reunidas destacaram os efeitos opressores do machismo e racismo, organizaram-se, então, para combatê-los. Essa rede de mulheres lutou para que a Organização das Nações Unidas - ONU reconhecesse o 25 de julho como Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.

 

Desde 2014, no Brasil, a mesma data foi incorporada como o Dia Nacional de Tereza de Benguela, líder quilombola do século XVIII, que ajudou as comunidades negras e indígenas na resistência à escravidão.

 

Nós, mulheres negras, consideramos essa data importante para continuarmos na luta contra o racismo, o preconceito, o machismo e feminicídio, e para isto basta olhar o estudo no Atlas da Violência 2018 e entender por que precisamos continuar lutando por direitos. Temos avanços, mas o racismo excludente é cruel.

 

Portanto, potencializar minha atuação como líder de uma organização da sociedade civil, uma mulher cineasta negra, com 64 anos chegando ao mestrado para ter mais possibilidades de continuar registrando histórias de mulheres negras lideranças deste estado bem como do centro oeste e quiçá nacional e internacional. Ampliar minha visão feminista negra nos espaços de desenvolvimento social político econômico cientifico cultural e ambiental onde venho atuando há anos. Ter um aporte estrutural

 

Sou Biologia, estudante no Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemática-UFG, associada da Associação Nacional de Pesquisadoras e Pesquisadores Negras e Negros, Conselheira no CNPIR e no CEAS, Ativista e Fundadora do Grupo de Mulheres Negras Dandara no Cerrado, da Executiva do FNMN, Grupo Mulheres do Brasil, Consultora e pesquisadora na área dos afrodescendentes. Atuante no controle social das políticas públicas, meio ambiente, educação, estudos étnicos raciais, de gênero e na luta pelos direitos humanos das mulheres preservando a memória oral como resistência. Atuante há anos juntos as comunidades quilombolas de Goiás e outras A participação popular sempre foi o modelo político que valorizo.

 

Tenho a marca do coletivo, do grupo, da base. Seriedade e competência são as marcas que tenho como meta para chegar ao controle social com eficiência. Combate à discriminação racial. Luto a vida inteira por uma sociedade que saiba respeitar a pluralidade, que valorize e garanta os direitos de todas as pessoas, sobretudo: as religiões de matriz africana, mulheres, negros/as, pessoas com deficiência, comunidade LGBTTI e jovens negras.

 

Acredito que a política deve ser feita em favor da sociedade como um todo, possibilitando oportunidades, sobretudo aos que mais precisam, à parcela mais pobre da sociedade. Por isso sempre dedico minha vida para gerar oportunidades a mulheres e homens que delas precisavam. Sou uma mulher experimentada e moldada para a luta política, pois venho preparando e acumulando reflexão e experiência política há décadas. Sei que esse sonho não é um projeto político pessoal, mas de todas as pessoas que querem uma nova forma de fazer política: participativa, séria e comprometida com o povo.

 

Abracei o Núcleo de Igualdade Racial do Grupo Mulheres do Brasil por acreditar na luta conjunta para vencer as barreiras do racismo, do sexíssimo e do patriarcado. Essa data para mim é este momento de muita reflexão e celebração por estarmos caminhando mesmo com todos os desafios a nós colocado. Somos resistência.

 

Goiânia, 22 de julho de 2020

 

 


Não irei nomear pessoas e eventos, mas a história dirá quem é você e como contribui com a luta da mulheres negras.