quinta-feira, 14 de julho de 2011

Marcha das vadias

Marcha das vadias

VIOLÊNCIA, PRECONCEITO E REPRESSÃO...
DIGA NÃO!
MARCHA DAS VADIAS
Data: 14 de julho
Concentração no Palco Central na SBPC, Campus II UFG, às 14h
Carreata saindo do Campus II, às 17h
Encerramento na Praça Universitária, às 18h.
Participem e ajudem a divulgar.
Beijos,
ANA RITA

25 DE JULHO DE 2011 - DIA DA MULHER NEGRA DA AMÉRICA LATINA E CARIBE

25 DE JULHO DE 2011 - DIA DA MULHER NEGRA DA AMÉRICA LATINA E CARIBE

“Autonomia e igualdade para as Mulheres Negras”
Ano Internacional dos Afrodescendentes


Histórico do Dia 25 de Julho
Em 1992, na República Dominicana, cerca de 400 mulheres negras do mundo inteiro, reunidas para o 1º. Encontro de Mulheres Negras da América Latina e caribe firmaram o 25 de julho como o Dia da Mulher Negra da América Latina e Caribe, a ser celebrado em clima de reflexão, luta e festividade.
Essa data vai além da celebração do Dia Internacional da Mulher, à medida que marca a luta pelos direitos humanos das mulheres negras no intuito de visibilizá-las, possibilitando assim a discussão de  temas relativos à condição das mesmas, apontando para a superação das desigualdades históricas baseadas na opressão de classe, gênero e raça.
Comemorara o dia 25 de julho é assumir o inteiro teor da luta antiracista, unindo as lutas do povo negro às da plataforma feminista para transformar a mentalidade e as práticas discriminatórias, contribuir para a implementação de políticas públicas e oportunizar maior participação e cidadania às mulheres negras.
O Fórum Estadual de Mulheres Negras de Goiás, tendo o Grupo de Mulheres Negras Dandara no Cerrado na coordenação,  lidera as comemorações do dia 25 de julho, “Dia da Mulher Negra na América Latina e no Caribe”, como parte de sua luta para promover as mulheres negras, combater a violência e a discriminação racial e de gênero, construindo um mundo em que a diversidade seja valorizada.
Neste ano de 2011, em Goiás celebramos o XVI Ano do Dia da Mulher Negra da América Latina e Caribe. A proposta é avançar na luta feminista e manter uma programação durante todo o mês de julho. Sob o tema “Autonomia e igualdade para as Mulheres Negras” realizaremos uma campanha em favor da inclusão das mulheres negras em espaços de participação política, social, econômica, cultural e religiosa gerando autonomia e igualdade para as Mulheres Negras em Goiás,  no Brasil comemoramos o Lançamento da Frente de Luta contra o Racismo na Articulação de Mulheres Brasileiras e a nível Internacional a ONU lança 2011 -  Ano Internacional dos Afrodescendentes.
Portanto abordar a temática “Autonomia e igualdade para as Mulheres Negras” de forma ampla, focalizando e denunciando as hierarquias que excluem as mulheres negras de participar da produção e socialização dos bens materiais e culturais será uma etapa deste ano, para as mulheres negras em Goiás.

Objetivos
·         Celebrar em Goiás o dia da mulher negra da América Latina e Caribe sob o tema Mulheres “Autonomia e igualdade para as Mulheres Negras”
·         Manifestar à sociedade, por meio de ato público e panfletagem, a importância do combate ao racismo e à violência de gênero
·         Debater a temática “Autonomia e igualdade para as Mulheres Negras”, em rodas de conversa na cidade de Goiânia e Região Metropolitana.
·         Realizar ações educativas e de reflexão, por meio de encontros e distribuição de material impresso, sobre o Dia da Mulher Negra  nos seguintes municípios:  Senador Canedo,  Aparecida de Goiânia , Trindade, Goiânia
·         Preparar mulheres negras para liderar ações políticas e culturais
·         Realizar campanha publicitária em torno do Dia da Mulher Negra dentro das ações do Ano Internacional dos Afrodescendentes com frases e faixas.
Programação
1.       Data: 02/07/2011
Exibição do Filme “ As Cores da Utopia
Local: IFG – Goiânia – GO
Horário: 15h                  Contato: Ariandeny  Fone: (62) 8199 5218

2.       Data: 16/07/2011
Rodas de Conversas com o tema “Autonomia e igualdade para as Mulheres Negras”
Local: Rua S 23 D Qd 72 Lt 07 – Conjunto Morado do Morro, Senador Canedo – GO
Horário: 17h                 Contato: Lucilene Vitório  Fone: (62) 9285 9328       

3.       Data: 21/07/2011
Rodas de Conversas com o tema “Autonomia e igualdade para as Mulheres Negras”
Local: Rua 5 S/N  CEMEI / AMAEG, Jardim Goiás – Goiânia – GO
Horário: 15h                               Contato: Marilene  Fone: (62) 9240 6844
      
4.       Data: 25 de julho de 2011
Dia da Mulher Negra da América Latina e Caribe
Ato Público na Praça do Bandeirante, Goiânia-GO
Horário: 9h  ás 12h    
Contatos: Marta Cezaria (62) 9628 6650, Cinthia (62) 8587 6999, Ariandeny  (62) 8199 5218
5.       Data: 26/07/2011
Rodas de Conversas com o tema “Autonomia e igualdade para as Mulheres Negras”
Local: Rua VC 77, Qd 155 Lt 19 - Conjunto Vera Cruz II – Goiânia – GO
Horário: 19h                          Contato: Anadir Cezário  Fone: (62) 9678 1213/3593 7564       
6.       Data: 30/07/2011
Rodas de Conversas com o tema “Autonomia e igualdade para as Mulheres Negras”
Local: Rua C 176 Nº 717, Qd 424 Lt 21 -Jardim América – Goiânia – GO
Horário: 15h                       Contatos: Marta Cezaria (62) 9628 6650, Cinthia (62) 8587 6999

Campanha:
Campanha publicitária em torno do Dia da Mulher Negra dentro das ações do Ano Internacional dos Afrodescendentes com frases e faixas com os seguintes chamadas:
1.       Igualdade Racial é pra valer com Autonomia e igualdade para as Mulheres Negras;
2.       Igualdade Racial é pra valer com Territórios Quilombolas reconhecidos;
3.       Igualdade Racial é pra valer com juventude negra viva;
4.       Igualdade Racial é pra valer com respeitos as religiões de matriz Africana;
5.       Igualdade Racial é pra valer com iguais direitos para as trabalhadoras Domésticas;
6.       Igualdade Racial é pra valer com políticas públicas a população negra do Brasil;
7.       Igualdade Racial é pra valer com o cumprimento do Estatuto da igualdade Racial.
Quem é o Dandara no Cerrado e como entrar em contato:
O Grupo de Mulheres Negras Dandara no Cerrado é uma organização da sociedade civil, feminista, sem fins lucrativos, fundada em Goiânia em 2002 com a proposta de colaborar para a construção de uma sociedade justa e solidária, através de ações educativas em gênero, raça/etnia, geração de trabalho renda, moradia, direitos humanos e saúde reprodutiva.
A organização vem participando ao longo dos anos de eventos, encontros, oficinas, cursos, campanhas, projetos e atividades com  entidades do movimento social negro, movimento feminista e grupos culturais sempre contribuindo para o crescimento e fortalecimento da auto-estima e cidadania da mulher e adolescente negra. Ainda intervindo de forma direta nas políticas públicas municipais e estaduais para que as mulheres negras  sejam respeitadas em sua diversidade e identidade cultural, racial e étnica. Hoje atua em nível nacional e internacional nas áreas de mulheres, negros e Direitos Humanos.
Endereço: Rua C 176 nº 717 qd 424 Lt 21 – Jardim América, Goiânia-GO

REALIZAÇÃO

Grupo de Mulheres Negras Dandara no Cerrado
AMAEG – Associação de Mulheres e Adolescentes do Estado de Goiás
Coletivo de Negras/os do  Instituto Federal de Goiás – IFG
    
  Fórum Estadual de Mulheres Negras           

Fórum Nacional de Mulheres Negras
 

Parcerias
Comitê Gestor das Comunidades Quilombolas de Goiás
CONEN – Coordenação Nacional de Entidades Negras
CONIR –Conselho Municipal de Igualdade Racial
Conselho de Integração Universidade-Sociedade
CONEN - Conselho Estadual da Mulher
Conselho Estadual das Cidades
CEMASGyn - Conselho Municipal de Assistência Social
CNPIR - Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial
CONEN – Coordenação Nacional de Entidades Negras
Núcleo Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas - NETP
Prefeitura Goiânia (Assessoria da Mulher e ASPIR)
Programa de Estudos e Extensão Afrobrasileiro/PUC Goiás
Rede de Atenção a mulher criança e adolescente em situação de violência
Rede de Pesquisa de Gênero
Superintendência de Promoção de Igualdade Racial do Estado
Universidade Federal de Goiás

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Congresso da UNE

Combater o racismo e promover a igualdade:
Essa luta nos UNE
Clédisson Júnior*
Liliane Oliveira**

Entre os dias 13 a 17 de julho de 2011, na cidade de Goiânia – GO, a União Nacional dos Estudantes (UNE) promoverá seu 52 º Congresso, que para além de eleger sua nova direção, também atualizará sua plataforma de ação para o biênio 2011-2013.
Para o 52 º CONUNE são esperados um número superior a dez mil jovens estudantes de todo o Brasil, o que já o torna o maior congresso já construído pela nossa entidade.
Fruto de um momento histórico na vida de brasileiras e brasileiros, o ensino superior em nosso país vive um novo e desafiador paradigma, nunca tantos jovens negros e negras estiveram presentes nos bancos universitários, presença esta que tem a importante atribuição de reconfigurar o papel que a universidade brasileira vem cumprindo no últimos séculos, sendo ela instrumento de formação de uma classe dirigente pertencente a uma elite que nunca dialogou com a realidade do povo brasileiro e sua necessaria emancipação.
Instrumentos como o programa “Universidade para Todos” (Prouni), as recentes vitorias conquistadas junto a mais de 80 instituições de ensino superior publico em diversos estados, que hoje adotam políticas de ações afirmativas para acesso da população negra assim como a conquista do Novo Enem, estão  cumprindo a importante tarefa de levar ao conjunto de nossa sociedade, a discussão sobre existência do racismo em nosso país  e a necessidade de desenvolvermos uma profunda dinâmica de reparação, visando igualar em níveis socioeconômicos e políticos a grande parcela negra da nossa população.
No último período a UNE pautada pela coerência, de forma acertada optou por estreitar suas relações com as organizações que constroem o movimento negro brasileiro, a fim de apreender com as experiências deste segmento que ao longo de nossa história, se tornou o principal porta voz das necessidades do povo negro em nosso país. Este processo nos permitiu acumular perspectivas acerca das lutas anti-discriminatórias e o desenvolvimento de uma plataforma de combate ao racismo que dialogasse com a realidade vivida pelo grande contingente de jovens negros e negras que hoje compõe o corpo discente nas universidades em todo o Brasil.
De forma a potencializarmos nossa atuação, seja ela na formulação sobre as políticas educacionais, seja em nossa incidência quanto ao combate às práticas racistas vivenciadas pelos estudantes negros e negras, assim como a defesa das políticas de ações afirmativas com centralidade nas cotas raciais, construímos uma inédita aliança com as principais organizações nacionais e coletivos regionais do movimento negro brasileiro.
Esta aliança nos permitiu desenvolver um novo olhar para a dura realidade enfrentada pela juventude negra em nosso país, realidade essa que vem cerceando nossa juventude do seu direito maiselementar, o direito a vida.
Deparamo-nos com o aterrorizante quadro de extermínio sistêmico da nossa juventude negra, quadro esse que em sua maioria dos casos são implementados pelo aparelho de segurança do Estado, o mesmo Estado que deveria garantir direitos promovendo a igualdade de oportunidades e a conquista da cidadania.
A defesa das políticas de ações afirmativas para acesso da população negra no ensino superior pouco surtirá efeito se os jovens negros continuarem sendo mortos nas periferias de nossas cidades e nos campos.
Para o próximo período a UNE estará entre as organizações que busca evidenciar a existência e a denuncia do genocídio dos jovens negros em nosso país, colocando a disposição desta luta seu maior patrimônio, o nosso grande potencial de mobilização.
Este processo perpassa por apresentarmos que o machismo, a homofobia e o racismo dialogam de modo a perpetuar e potencializar a exploração e opressão vivenciada pelas jovens negras e negros cotidianamente. A consolidação de uma plataforma de ações e políticas globais de enfrentamento às opressões, com atenção especial às jovens negras, é tarefa que o conjunto do movimento estudantil deve se debruçar e construir em cada canto do Brasil.
O extermínio da juventude negra se dá de diversas formas, atingindo de modo cruel e excludente as mulheres negras. Para combatê-lo faz-se necessário a luta contra a mercantilização do corpo e da vida das mulheres, a defesa da autonomia sobre seus corpos e sua sexualidade, além da defesa intransigente da descriminalização e legalização do aborto, sendo estes, elementos centrais para avançarmos na garantia de direitos às mulheres tendo muita centralidade as ações direcionadas às jovens mulheres negras, elemento constitutivo de nossa ampla estratégia para o próximo período

O  aprofundamento democrático  se constitui como sendo um dos nossos principais nortes estratégicos, nos posicionando entre as organizações do movimento social brasileiro que compreende a importância das discussões sobre a reforma política em nosso país. Não acreditamos em meia democracia ou uma democracia para poucos, o processo sobre a reforma política somente atenderá seu propósito, reparando a divida histórica que o Estado brasileiro tem com sua população negra, no que diz respeito aos seus direitos políticos, que foram deliberadamente negligenciados  ao longo de nossa historia e que ainda hoje enfrentamos suas conseqüências.
Para que a universidade brasileira cumpra sua missão de ser o centro de excelência na produção do conhecimento emancipador  e na formação de quadros dirigentes comprometidos com o desenvolvimento de nossa sociedade aceitamos o desafio de promovermos uma profunda campanha visando a descolonização do conhecimento e o combate ao epstemicídio, que sistematicamente nega a contribuição dos povos africanos e seus descendentes na produção do saber e na construção de nosso identidade.
Uma universidade comprometida com o desenvolvimento de nosso povo traz para seu interior a realidade deste povo assim como ele próprio.
Nossa plataforma vem sendo construída coletivamente e se encontra em pleno desenvolvimento, a UNE chama para si a co-responsabilidade de construí-la junto aos estudantes de todo o Brasil, negros e não negros.
Convidamos todos e todas para o nosso 52 º congresso, certos de que faremos deste espaço um grande encontro da juventude negra, certos que faremos deste congresso uma verdadeira Kizomba.
*Clédisson Júnior é diretor de Combate ao Racismo da UNE
**Liliane Oliveira é secretaria geral da União dos Estudantes da Bahia – UEB